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Voce recebeu um diagnostico
de Câncer e encontra-se perdido?
O Espaço Vida vai te ajudar.
Nós, profissionais do Espaço Vida,
vamos ajudar você minimizando
o sofrimento psíquico
e resgatando a aliança com a vida.
Nós queremos fazer
a diferença na sua vida
cuidando com cuidado.
Caminhante, não há caminho,...
Faz-se o caminho ao caminhar
Antonio Machado (1973)
Lembre-se:Você pode ter câncer,
mas ele não tem você!

APRESENTAÇÃO

Partimos da premissa de que a suspeita e a confirmação de um diagnóstico oncológico se constituem num stress, tanto para o paciente quanto para os seus familiares, fato que pode evoluir para um quadro de instabilidade emocional, podendo se configurar até mesmo em alguns transtornos psíquicos.

Se considerarmos que na nossa cultura a educação não considera a habilidade para lidar com imprevistos e muito menos com a possibilidade da morte, podemos entender que tudo caminha bem até o momento em que o sujeito se depara com a notícia: "Você está com câncer". Cada pessoa tem uma reação diferente diante desse diagnóstico; alguns pacientes simplesmente negam o que lhes foi informado e acham até que seu exame foi trocado. Na clínica, no entanto percebemos que, na maioria das vezes, essa comunicação é associada a um veredicto de morte. É como se este sujeito "perdesse o chão" e vivenciasse uma confusão de sentimentos. Esse momento impactante gera várias indagações , do tipo : "Por que eu?", "Como isto aconteceu comigo?" Nesse primeiro estágio é muito difícil enxergar caminhos , uma vez que se está centrado apenas na dor psicológica que está sendo sentida.

Sendo assim, o diagnóstico oncológico leva o paciente a experimentar uma série de emoções tais como medo, raiva, sentimento de culpa, impotência, insegurança e fragilidade, que se presentificam nas fantasias e expectativas com relação ao que irá acontecer a partir desse momento. Em alguns casos, os pacientes interpretam o diagnóstico, independente do prognóstico, como uma sentença de morte anunciada, pois acreditam na sua fantasia que não há tratamento possível. Outros consideram a possibilidade de se tratar, mas vivenciam a angústia diante do descontrole gerado pelo desconhecimento dos procedimentos a que terá que se submeter.

Essa vivência do descontrole diante da doença e dos procedimentos invasivos, desencadeiam uma mudança significativa na vida dessas pessoas que se veem ameaçadas na sua integridade física e psíquica. Tal situação pode provocar o desenvolvimento de determinadas defesas e comportamentos que se presentificam num funcionamento psíquico específico que pode levar o sujeito a trilhar caminhos diferenciados, tais como: o da total negação, onde o sujeito continua vivendo como se nada de importante tivesse acontecido. Outro caminho seria o de dar por encerrado, paralisar, adiar ou nada fazer com relação ao seu tratamento. No entanto, ressalta-se que uma possibilidade saudável seria a de olhar diretamente para este "câncer" e procurar entender o que ele significa, ou seja, se indagar a serviço de que ele veio para, consequentemente aprender como lidar com ele.

Qualquer que seja o caminho não é fácil de ser trilhado, principalmente por não oferecer previamente a garantia de êxito. E também seja lá qual for o caminho, este provoca sofrimento psíquico como dor, angústia, medo, raiva e culpa e obriga o paciente a dispor de muita energia, que paradoxalmente neste momento deve ser poupada para enfrentar o medo do desconhecido e a própria doença em si.

Com todos os limites que a situação impõe, o Espaço Vida Psico-Oncologia se propõe, dentro de um enfoque interdisciplinar, ajudar a estes pacientes e familiares a descobrirem um novo caminho para que possam ressignificar o conceito de vida, pois para aqueles que se permitem o câncer pode ser um divisor de águas.


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